sexta-feira, 17 de julho de 2020

NASCIMENTO PARTE 2


            
                                            *muita emoção, não é papai?

Finalmente fui levada ao quarto e logo em seguida você chegou, toda embrulhada, minha pequenininha. Infelizmente as enfermeiras da internação não eram nada simpáticas como as do centro cirúrgico. Explicaram impacientemente como fazer a pega da amamentação, falaram que eu não poderia falar muito e tentar ficar o máximo de tempo sem me movimentar nesse primeiro momento. Eu estava meio perdida, parecia que era a estreia de uma nova pessoa, que estava me conhecendo ali, naquele momento, uma situação meio difícil de explicar em palavras.
Maria se comportou muito bem, dormia boa parte do tempo, eu tentei algumas vezes amamentar, mas estava desconfortável. Minha irmã estava comigo o tempo todo e logo chegou uma outra mãe com seu filho e sua acompanhante. Papai e Shirley vieram me ver rapidamente no quarto, estavam todos muito sorridentes, pois já haviam conhecido a Maria anteriormente.
Logo estava conseguindo me movimentar bem e aos poucos fui ficando em pé. No final da tarde uma enfermeira me chamou para tomar banho, pois iria começar o horário de visitas. Foi um momento bem desconfortável, mas era o que mais precisava pra ter as energias renovadas.
Em seguida alguns amigos chegaram, e Maria dormia o tempo todo. Consegui me alimentar e tentar fazer ela mamar algumas vezes. Não sabia exatamente se estava conseguindo ou não.
Ao dormir e ela foi uma princesa, dormiu a noite toda. Eu não consegui porque a outra criança do quarto estava meio agitada, até tombo de acompanhante rolou na madrugada, imagina o susto...rs
No dia seguinte eu já comecei a andar pelos corredores, levei a Maria pra trocar a fralda, mas não tive coragem de ver furar a orelha, essa ficou para a Dinda, mas pelo o que ela falou, você só deu uma resmungada.
Como o hospital estava lotado e eu já estava super bem, caminhando sem dificuldades, me deram alta naquele dia mesmo, no final da tarde. Uma outra médica me passou as medicações e recomendações.
Engraçado foi ver o seu pai dirigindo na volta pra casa: ele que sempre foi muito prudente, passou a dirigir a uns 10 km/h, acho que de bicicleta chegaríamos mais rápido em casa. 
Chegando em casa, na época ainda morava em um sobrado, já me deparei com o primeiro desafio que foi subir um lance grande de escadas, mas, até para minha surpresa, foi bem tranquilo.
E assim começou a nossa nova vida, nossa casinha tinha mais uma pessoinha e uma grande aventura chamada MATERNIDADE se iniciava.

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